domingo, 23 de novembro de 2014

II

Na noite te olho;
Te espero dormir.
Sinto que sou outra,
E você sem sentir.

Ainda te olho,
Vejo meus traços, modificados;
Alguns em ti,
Como um fio que escorre da mão,
E você sem sentir.

Quando enfim me olho,
Traçada, enrolada, mudada
Por causa de ti.
E você sem sentir,
Me trata com o mesmo apreço,
Mas, não é que eu não mereço
ser mais amada por ti.

Days

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