Quem tem vergonha de mim,
Que vire lixo.
Pois lixo já fui e me reciclei.
Meus atos, meus fatos e meus laços,
São meus, somente meus.
Se não for do seu agrado
Então que procure outro caminho
Longe e sozinho
Pois da minha boca só isso escutarão.
Simplesmente sou eu
Mudo a cada dia,
Sou cheia de amor e alegria
De raiva e perdão
Intolerável à hipocrisia
De sexo, raça, cor ou religião.
Vou ser sempre assim,
Largada, calada, instruída,
Sem medo do homem, da dor e do perdão.
Minha cabeça vai está sempre na altura do céu
Gente pequena, é que se aproxima do chão,
Julgar-me isso, ou aquilo é sempre muito digno
Pra você que se acha o esplendor de certa opinião.
Tenho muito caráter e posição,
Mas guardo a minha língua porque além de murro, ponta pé
Feri-me no coração.
Então guarde sua palavra amarga e sebosa
Dentro de você, pois se um dia eu me inverter,
Sem medo de perder
Jogo tudo pro ar, inclusive você.
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