sexta-feira, 28 de novembro de 2014

IX

Quem tem vergonha de mim,
Que vire lixo.
Pois lixo já fui e me reciclei.
Meus atos, meus fatos e meus laços,
São meus,  somente meus.
Se não for do seu agrado
Então que procure outro caminho
Longe e sozinho
Pois da minha boca só isso escutarão.
Simplesmente sou eu
Mudo a cada dia,
Sou cheia de amor e alegria
De raiva e perdão
Intolerável à hipocrisia
De sexo, raça, cor ou religião.
Vou ser sempre assim,
Largada, calada, instruída,
Sem medo do homem, da dor e do perdão.
Minha cabeça vai está sempre na altura do céu
Gente pequena, é que se aproxima do chão,
Julgar-me isso, ou aquilo é sempre muito digno
Pra você que se acha o esplendor de certa opinião.
Tenho muito caráter e posição,
Mas guardo a minha língua porque além de murro, ponta pé
Feri-me no coração.
Então guarde sua palavra amarga e sebosa
Dentro de você, pois se um dia eu me inverter,
Sem medo de perder
Jogo tudo pro ar, inclusive você. 
Days

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

VIII

Que em algum caminho fostes rei,
Disso eu sei.
Vencestes teus sacrifícios
Com sono e bravura.
E por ironia da vida,
Viraste em ti tua ternura.

Vive hoje à se deleitar
No enorme mar de sonhos
Que deixaste naufragar.

Depois de tanta rebeldia,
Sem motivo talvez,
E de um destino sem cura.
Tudo que tens a somar
Espairece em te único olhar.

VII

Te chamarei de sol.
Quando a lua chegar,
O chão molhar,
E uma única flor brotar.

Te chamarei de vão.
Quando não tão pequeno for,
Por forte, dor ou aflição.

Te chamarei de amor,
Se pelo destino cruzar 
Tão solene se alastras 
Como fogo na plantação.

E só então, te ensinarei,
A ser sentido, 
Além do ser, 
Que ultrapasse 
A razão.

VI

Vindes de longe.
Tão longe quanto o céu do chão.
Trouxe consigo marcas simples,
Sertão.

Forte em carne amor e bravura,
Se faz doce pelas mãos.
Transforma choro em ternura,
e um beijo em gratidão.

Mas tu, que sempre fostes tão amor,
Quando te vejo medo
Me perco.

E só então,
Te acho!
Doce sem desatino,
Com asas, mas sempre no chão.

Será que não fora um anjo,
Que te jogou lá no sertão?
Acho que foi Deus,
Para mostrar, que sempre terei alguém
que me dê a mão.


 

domingo, 23 de novembro de 2014

V

A sina da intensidade que me constrói
Não tão pura é, quanto não tão amarga é...
Viro-me em duas,
Recrio-me.

Faço-me uma, com alicerce de puro prazer.
Deixo os picos serem picos,
Fragilizo-me.

Embarco em dias sem voltas,
E balanceio-me em rotas.
Torno-me um ser,
Em uma feliz roda de ventos
Sem merecer.

IV


E assim como o vento levou o tempo
Levou a flor, 
O amor,
A dor....

III

Se um dia,
Meu viver
Solidão for;
Que seja lenta,
Suave.
Que se deleite
Na Saudade
Das lembranças
Que vivi.

II

Na noite te olho;
Te espero dormir.
Sinto que sou outra,
E você sem sentir.

Ainda te olho,
Vejo meus traços, modificados;
Alguns em ti,
Como um fio que escorre da mão,
E você sem sentir.

Quando enfim me olho,
Traçada, enrolada, mudada
Por causa de ti.
E você sem sentir,
Me trata com o mesmo apreço,
Mas, não é que eu não mereço
ser mais amada por ti.

Days

I

Quando me vens pensamento,
Recordo os antigos momentos.
Teu violão a me arrastar pelos ouvidos,
Deixo-me só;
Sinto-me só;
Com os olhos em brilho.

Quando me vens pensamento,
O sentir se multiplica.
E no fundo da saudade,
Defino-me em amor.

Days