segunda-feira, 24 de novembro de 2014

VIII

Que em algum caminho fostes rei,
Disso eu sei.
Vencestes teus sacrifícios
Com sono e bravura.
E por ironia da vida,
Viraste em ti tua ternura.

Vive hoje à se deleitar
No enorme mar de sonhos
Que deixaste naufragar.

Depois de tanta rebeldia,
Sem motivo talvez,
E de um destino sem cura.
Tudo que tens a somar
Espairece em te único olhar.

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