Vindes de longe.
Tão longe quanto o céu do chão.
Trouxe consigo marcas simples,
Sertão.
Forte em carne amor e bravura,
Se faz doce pelas mãos.
Transforma choro em ternura,
e um beijo em gratidão.
Mas tu, que sempre fostes tão amor,
Quando te vejo medo
Me perco.
E só então,
Te acho!
Doce sem desatino,
Com asas, mas sempre no chão.
Será que não fora um anjo,
Que te jogou lá no sertão?
Acho que foi Deus,
Para mostrar, que sempre terei alguém
que me dê a mão.
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